A liberdade que escraviza - Bispo Julio Freitas




Por que é que há tantas pessoas livres, mas não vivem em liberdade?

Portugal, no dia de 25 de Abril, há mais de 30 anos atrás, conheceu a liberdade! Contudo, quantas pessoas são livres, mas não estão libertas? Isto acontece porque existe algo que está a escravizar as suas vidas, ou seja, as dúvidas, o medo, os vícios, as doenças, os traumas, os complexos, os problemas na vida sentimental ou familiar.

Ou seja, muitas vezes, a liberdade é apenas aparente, pois quando o ser humano não é verdadeiramente liberto, não consegue desfrutar da felicidade. E o sintoma da liberdade é a felicidade! Quem é liberto é feliz! E a resposta à questão se você é feliz ou não tem que ser sincera e individual. Mas, se ela for negativa, então, você não está liberto, já que a felicidade provém da liberdade!

Cristo veio a este mundo para nos trazer liberdade de tudo aquilo que nos possa escravizar, oprimir, enfermar ou empobrecer, em todas as áreas da nossa vida.

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Gl 5.1).


Ou seja, Cristo chamou-nos para sermos livres! E muitas pessoas, de facto, são livres, mas, no entanto, não estão libertas e, por isso, são nervosas, tristes, complexadas e mesmo aqueles que estão ao seu redor e que fazem parte da sua vida, também sofrem as consequências desta falta de liberdade. Então, você deverá responder à seguinte questão de forma sincera: “Eu sou uma pessoa livre e liberta ou livre e infeliz?”.

“Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”. Cristo deixa claro que a pessoa que agora está livre e liberta deverá “permanecer”, ou seja, estar firme, não vacilar, retroceder ou desviar-se porque, quando isto acontece, então, a pessoa já não se encontra firme. Quando estamos firmes, temos a certeza de que Deus corresponderá ao que prometeu e que tudo o que temos feito não será em vão. Se nós não usarmos o poder que há em nós, que se chama fé, então, acabamos por nos desviar, retroceder ou voltar à velha vida, ou seja, à frustração e à infelicidade.

Todavia, existem ainda aqueles que permanecem na igreja, contudo, não estão firmes. O que é que fará, então, com que permaneçamos firmes? O que é que mantém a nossa saúde ou realização sentimental firmes? E quando falamos de firmeza estamo-nos a referir a tudo o que é bom. O que é que faz, então, com que a sua vida seja boa? Não é o conhecimento bíblico, o tempo de igreja, uma posição privilegiada, fazermos caridade ou sermos honestos, pois tudo isso é nossa obrigação. Agora, quando usamos a nossa fé, isso torna-nos firmes! É isso que faz com que a nossa vida tenha firmeza ou qualidade.

Nós conhecemos a verdade, somos libertos, mas se não permanecermos firmes, usando a nossa fé, agindo pela mesma e vivendo-a, ou seja, pela certeza e não pelas emoções, sentimentos ou circunstâncias, então, jamais aceitaremos submetermo-nos, de novo, à escravidão. É por isso que existem pessoas que são livres, mas que aceitam submeter-se à escravidão de outrora, ou seja, conhecem a verdade, sabem que a fé é o que agrada a Deus, mas não querem estar firmes, usar a fé ou assumi-la e, por isso, submetem-se e retornam à escravidão, ou seja, a uma vida de vícios, de doenças, de miséria, de infelicidade familiar ou de medo e é precisamente isso que não podemos aceitar! Nós que estamos a buscar a Deus com sinceridade, humildade e perseverança não podemos jamais aceitar submetermo-nos novamente à escravidão.

No passado éramos escravos porque desconhecíamos a verdade, mas agora que a conhecemos como é que iremos submeter-nos outra vez? É claro que isto não tem lógica ou razão de ser! Então, por que é que há pessoas que aceitam as desgraças, o sofrimento ou a miséria como se fosse algo natural? Porque foram livres, mas não libertas! E se você não está liberto, cedo ou tarde vai-se desviar e, se não se desviar, vai retroceder. Os discípulos não se desviaram (João 21), mas retrocederam, e, por isso, foram decepcionados, frustrados.

É por este mesmo motivo que há dentro das igrejas pessoas frustradas, confusas, desanimadas, preocupadas, ansiosas, vazias ou amarguradas, porque são livres, mas não foram libertas. Para nós permanecermos livres e libertos temos que estar firmes. Por isso, a pergunta que se coloca é: “Estarei firme ou não?”. E não se esqueça que o que nos torna firmes é o uso da fé!

Por isso, use-a, independentemente do seu tempo de igreja, conhecimentos, da situação que esteja a viver no seu lar, na universidade, em casa ou até mesmo na igreja. Use e viva a sua fé, porque é isso que fará a sua vida firme! É isso que o tornará um cristão firme!

Deus jamais deseja que você retorne a uma vida de escravidão, pois Ele chamou-nos para a liberdade, para uma vida completa! E nada, nem ninguém poderá impedir-nos de que desfrutemos de uma vida com qualidade, pois uma vez que Deus nos liberta, então, verdadeiramente, seremos livres!


Meditemos todos nesta palavra,,,,,,,,,

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